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"Paris, arrêt sur images"
Exposição de fotografías de Walter Firmo.

"Paris, arrêt sur images" é o resultado da passagem de seis meses pela cidade do fotógrafo brasileiro Walter Firmo, 63 anos. Premiado pelo Banco Icatu pelo conjunto de sua obra, o fotógrafo viveu em Paris, de fevereiro a julho de 1999, na Cité Internationale des Arts e aproveitou sua estadia para homenagear os grandes mestres da fotografia que o guiaram quando era adolescente.

Nas 40 fotografias em preto e branco escolhidas para compor a mostra há homenagens explícitas a cenas e a locais fotografados em outras épocas por Brassaï, Atget, Nadar, Doisneau, Lartigue, Kertész e Bresson, fotógrafos franceses ou que fizeram sua carreira no país e que Firmo considera seus mestres. Ele aprendeu a admirar seus homenageados quando ainda era estudante e se deslumbrava ao folhear as revistas estrangeiras, nas livrarias do aeroporto Santos Dumont do Rio de Janeiro.

Carioca de Irajá, homem de hábitos simples, alma suburbana, Walter Firmo é um profissional superpremiado em seu país e no exterior. Autodidata, ele trabalhou nos principais jornais e revistas brasileiros, onde ficou conhecido como grande "colorista". Suas fotografias conseguem como poucas exprimir em mínimos detalhes, a alma e a ingenuidade brasileira. Entre dezenas de outros, ganhou o Prêmio Esso de Fotografia, quando ainda era do Jornal do Brasil, por suas fotos para a série de reportagens "Cem dias na Amazônia de ninguém" ; venceu, nada menos, oito vezes, o Concurso international Nikon de Fotografia. E é também um dos raros brasileiros a ter seu nome em um verbete da Enciclopédia Britânica (desde 71), além de ser um dos fundadores do Instituto Nacional de Fotografia da Funarte, nos anos 80, orgão ligado ao Ministério da Cultura que impulsionou o estudo da fotografia no Brasil.

Pessoalmente Walter Firmo é querido pelos colegas e alunos por seu savoir faire, o jeito tranqüilo de quem sabe ser zen até ao respirar. No verão, ele gosta de encerrar seus cursos com o que batizou de um "pit stop" nos melhores bares da cidade, para uma cachacinha ou cerveja bem gelada ; no inverno, aprendeu a curtir um legítimo escocês e, recentemente, incluiu os bordeaux entre suas preferências, depois da temporada parisiense.

A exposição da galeria Debret mostra imagens acizentadas que assombraram Walter Firmo nos primeiros meses em Paris, e revelam a mesma sensibilidade plástica e rigor nos detalhes que caracterizam suas fotos coloridas. Em Paris, o fotógrafo sentiu-se "invisível", anônimo à vontade para vagar pela cidade-luz, procurando registros dos velhos mestres da fotografia. Seus retratos, reflexos e flagrantes mostram uma cidade nostálgica, extravagante e moderna. Bem ao gosto dos velhos mestres, a quem o fotógrafo se refere como "sete ases de ouro".

Lucia Rito.
Jornalista.

 

Textes en français
Extrait du journal parisien de Walter Firmo : clic
Présentation par Lucia Rito, "Paris, arrêt sur images" : clic
"L'Art est un jeu", texte de Fernando Costa : clic
Interview de Walter Firmo : clic

Textos em português
Exposição de fotografias de Walter Firmo, "Paris, arrêt sur images" por Lucia Rito : clic
"Arte é brincadeira", por Fernando Costa : clic
Entrevista Walter Firmo : clic


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